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domingo, 2 de outubro de 2011

Um velho cultivador de flores (P.V.)

Um velho cultivador de flores
(Thiago Tavares)
  
Não me contaram dos espinhos que guardam as rosas
Nada disseram a respeito das tempestades e
tampouco alertaram-me quanto aos dissabores do amor!

Em meio às desilusões mundanas, padeci e
sob o prisma de um jovem tolo considerei-me um sofredor.
Ah! Pobre de mim que por tanto tempo
esteve coberto pelo véu ingênuo da mocidade!

Somente quando as marcas da idade tomaram meu rosto que de fato compreendi.
Fora pela ausência dos avisos que deixe-me experimentar!
Foi na pureza de quem desconhece os perigos que entreguei-me sem temor
e, por conta disso, desfrutei de alguns breves momentos de uma rara felicidade.
Um bem estar do qual poucos chegam a sentir em vida.
A felicidade daqueles que se arriscam!  

É verdade que sofri e como sofri!
Mas hoje reconheço que se houvessem me advertido
talvez eu não tivesse avançado
e isso, certamente, teria me privado de viver intensamente!