"Escrever é simplesmente ser solidário com as palavras que exalam no ar o puro e ardente desejo de viver!" (Thiago Tavares)
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Matando Robôs Gigantes & RapaduraCast
Olá, pessoal! A data do evento literário da Fantasy está se
aproximando. Um bate papo sobre literatura e podcast com os membros do
Matando Robôs Gigantes e do RapaduraCast irá rolar – nessa próxima sexta-feira
(01/02), às 19h – na livraria da Cultura do Shopping Bourbon (SP).
Os participantes que estarão presentes para trocar uma ideia com o público, são:
- Raphael Draccon - coordenador da Fantasy, best-seller de Dragões de Éter e Fios de Prata e participante do RapaduraCast.
- Carolina Munhóz - autora de A Fada e O Inverno das Fadas e participante do RapaduraCast.
- Affonso Solano - autor de Espadachim de Carvão e criador do MRG.
- Jurandir Filho - criador do Cinema com Rapadura e RapaduraCast.
- Diogo Braga - criador do MRG.
- PH Santos - criador do Iradex e participante do RapaduraCast.
Aos aficionados por podcast, fica então essa dica para o
final de semana, e, como hoje ainda é terça-feira, não vai dar nem pra dizer
que ficou sabendo em cima da hora. Portanto, sem desculpas!
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
O Quarto ao Lado (Resenhas)
Por Thiago Tavares
Dividido em duas histórias em quadrinhos e um
conto, O Quarto ao Lado é um
gibi-livro que associa ilustração e texto para tocar a sexualidade como seu
principal tema. Numa abordagem colocada de maneira a dar destaque às relações
homoafetivas, o autor Marcelo Lima busca derrubar a discriminação e promover a
aceitação quanto à opção sexual de cada um. Num assumido combate contra a
homofobia, Lima apresenta estórias nas quais, problemas e questionamentos
vivenciados pelos personagens, culminam por conduzir o leitor a uma reflexão
salutar sobre a necessidade de um rompimento com tabus que estigmatizam tudo
aquilo que destoa ao que equivocadamente, uma parcela da sociedade rotula como
“normal”.

Na trama subsequente, a descoberta de si
ganha destaque através dos conflitos internos de Rafa. Entre o amigo Matias e a
ex-namorada, Isa (personagem que também ganha destaque numa experiência vivida
no período em que esteve morando na casa do pai e da madrasta), os sentimentos
desse jovem universitário acabam por se misturar diante da escolha que se vê
necessitado a fazer.
De maneira geral, os quadrinhos são habitados por diversos personagens munidos cada qual com seus próprios conflitos e questionamentos internos. Fato este que também se repete em “Um corpo estranho” no qual Luisa – protagonista da trama – sofre com o desgosto pela própria imagem refletida no espelho. Tal sofrimento a afasta do convívio em sociedade fazendo-a imergir num mundo imaginário e solitário do qual é retirada por Ticiana, vizinha de janela – recém-chegada ao bairro – que lhe promete arranjar um garoto para seu primeiro beijo.

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O Autor |
ISBN: 978-85-914081-0-8
Editado pelo próprio autor
Número de páginas: 108
Formato: 21 X 28
Capa colorida, Miolo P&B
Financiado pelo Fundo de Cultura da Bahia através do
Edital Culturas LGBTquarta-feira, 23 de janeiro de 2013
O Vale dos Mortos (Ed. Baraúna)
Bom, a novidade de hoje é o titulo
"O Vale dos Mortos", da editora Baraúna, que em breve
estará sendo lançado. Mesclando terror e ficção científica, a obra apresenta um
fenômeno apocalíptico que coloca os personagens principais sob os perigos
desencadeados por uma antiga lenda Suméria. Diante de um cenário caótico
construído, pelo autor Rodrigo de Oliveira, líderes emergem para guiar um
pequeno grupo rumo a difícil tarefa de sobreviver a uma multidão de
zumbis sanguinolentos.
Aos aficionados por estórias de horror,
fica então a dica!
SINOPSE
Num futuro próximo, uma antiga
lenda Suméria torna-se realidade. Um gigantesco planeta é descoberto no nosso
sistema solar e ruma em direção à Terra. Sua aproximação desencadeia um
fenômeno único na história e bilhões de pessoas se transformam, de uma hora
para outra, em criaturas sedentas de sangue e carne, num estado permanente e
irreversível de fúria psicótica.
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O Autor |
Rodrigo de
Oliveira - O autor é técnico em publicidade e propaganda, cursou publicidade na
Universidade Metodista e é graduado em Gestão de Tecnologia da Informação pela
Universidade Paulista. Também é certificado especialista em gerenciamento de
projetos pelo Project Management Institute sediado na Filadélfia/Pensilvânia.
Rodrigo de Oliveira é casado, pai de dois filhos e reside em São José dos
Campos, interior de São Paulo.
Título: O Vale dos Mortos
sábado, 19 de janeiro de 2013
Saci, o ladrão de almas (Coletânea)
O LADRÃO DE ALMAS
A mitologia nacional,
difundida por todo o nosso extenso território brasileiro, relata histórias de
seres fantásticos, dentre eles o Saci-Pererê, jovem negro, de uma só perna que passa
o tempo aprontando travessuras nas matas e também nas casas alheias. No
entanto, as diabruras do Saci não se resumem somente a isso. Existem histórias
que vão além daquelas que o povo costuma comentar e devo ressaltar que, dentre
essas, algumas são extremamente sinistras...
Sabe como é cidade de interior, não sabe? Sempre tem
aquelas histórias terrivelmente assustadoras que ninguém nunca sabe dizer ao
certo se são verdadeiras ou somente invenções criadas para apavorar criancinhas
desavisadas. Por aqui, na cidade onde até hoje eu vivo, não era diferente. O
principal responsável por entreter e amedrontar o povo era o senhor Venâncio. Sujeito
de idade avançada que costumava passar o dia na varanda
de sua casa, sentado sob uma velha cadeira de balanço e dando pitadas no
cachimbo que alegava com veemência ter apanhado do próprio Saci quando o
capturou.
Repararam
que eu disse “capturou”? Pois bem, eu explico:
Venâncio
sabia contar histórias de horror como ninguém. Os detalhes minuciosos de suas
narrativas vivas e extremamente empolgantes deixavam os moradores entretidos do
início ao fim. Bastava cair à noite e todos os jovens da cidade rapidamente se
aglomeravam na apertada varanda daquele saudoso velho que apreciava desfiar
suas experiências vividas, sob a companhia da luz das estrelas. Todos adoravam e
esperavam ansiosamente por aquele momento, exceto eu. Não que as histórias do
velho Venâncio fossem ruins. Longe disso! O problema é que eram boas até demais
e eu não era lá um menino muito corajoso. Ficava me pelando de medo delas,
especialmente a do Saci-Pererê. Ainda sinto ligeiro arrepio quando toco neste
assunto. Lembro-me como se fosse ontem...
Venâncio
costumava narrá-la fumando seu cachimbo e segurando a escura garrafa onde dizia
estar aprisionado o ladrão de almas.
Era assim que ele se referia ao Saci.
A
essa altura, eu suponho que, com toda a razão, você esteja se perguntando: Por
que raio de motivo ladrão de almas?
Definitivamente não é algo que costumamos ouvir a respeito do Saci, sei disso
muito bem, mas – como foi dito anteriormente – as histórias deste terrível ser vão
além daquelas que o povo costuma comentar. Não se trata de um jovem que perdeu
uma das pernas lutando capoeira. Isso é “história pra boi dormir”! Trata-se, na
verdade, de uma criatura travessa que fugiu do inferno e não perde uma boa
oportunidade de zombar e praticar crueldades, mas esta é um obscuro fato que
poucos descobrem e continuam vivos para contar.
Foi
Venâncio quem me revelou o que há poucos dias resolvi escrever. Foi aos 12 anos
de idade que, pela primeira vez, aquele velho contador de histórias dissera ter
se deparado com o Saci-Pererê. Segundo disse, no fatídico dia ele estava
embrenhado na mata com Antônio, seu pai, e juntos os dois procuravam por lenha
para o fogão. Conhecedor de inúmeras histórias sombrias, o supersticioso Antônio
costumava ser extremamente cauteloso. Nunca ingressava pela mata sem levar uma
garrafa e também uma peneira, ferramentas essenciais para aprisionar o Saci (criatura
que ele temia mais que qualquer outra). Bastava ter de ir à floresta e lá
estava Antônio com seus dois inseparáveis objetos, contudo, naquela manhã nebulosa,
a garrafa e a peneira não estavam com ele. Era Venâncio quem os segurava
enquanto o pai se encarregava de coletar as madeiras. Esse foi o grande erro de
Antônio. Venâncio era uma criança medrosa e não tinha preparo psicológico para
o que estava por vir.
O
encontro aconteceu quando os dois já regressavam para casa. Venâncio dissera
que foi tudo muito rápido como num piscar de olhos. Uma súbita ventania invadiu
a mata acompanhada de assobios sinistros que calaram os animais
silvestres. Em meios as folhagens mortas que se levantavam do chão, Antônio –
com olhos arregalados – avistou um enorme redemoinho vindo na direção deles. De
imediato, largou a pilha de madeira e pediu ao filho que entregasse os objetos
para prender o Saci, mas o menino não obedeceu. Estava petrificado pelo medo.
Antônio então correu e arrancou-os das mãos trêmulas de Venâncio, entretanto,
visto que a criatura era extremamente ligeira, já era tarde demais para agir e,
percebendo que o fim estava próximo, Antônio então empurrou o filho contra um
arbusto mandando que ele não saísse de lá. Venâncio obedeceu e encolhido, como
um coelho sob a proteção de sua toca, ouviu os gritos estarrecidos do pai ao
ser engolido pelo redemoinho e desaparecer, em seguida, como se nunca houvesse
existido.
Essa
fora uma história horrível que me proporcionou incontáveis noites mal dormidas
ao longo da infância. Recordo-me bem como era difícil conter o meu medo na hora
de voltar para casa depois de tomar conhecimento dela. Tudo bem que o senhor
Venâncio mostrava aquela garrafa onde dizia estar o Saci que ele mesmo havia
capturado anos depois. Mas e se fosse mentira?! Podia ser somente uma história da
carochinha que ele inventara para não ser tachado de covarde por não ter feito
nada para ajudar o próprio pai! Eu tinha muito medo do Saci ainda estar à solta
e, embora eu não desejasse, deixava isso em evidência. Percebendo esse medo, não
demorou até que a molecada resolvesse me pregar uma peça.
A
brincadeira de mau gosto aconteceu há muito tempo atrás, numa dessas noites
frias que costuma fazer aqui em Minas durante o período de inverno. Percorrendo
a estradinha de chão que levava até minha vila, eu voltava, tarde da noite, de
uma visita que havia feito a uma tia que há muito não via. Já estava quase
chegando a casa quando me deparei com pegadas de um único pé que seguiam para o
interior de um matagal próximo. Aquilo de imediato causou-me arrepios. Só podia
ser o Saci, eu pensava naquele dado momento. Ouvi então um assobio e meu sangue
gelou. Todos na cidade sabiam que era assim que aquela criatura amedrontava os
viajantes, e, estremecendo dos pés a cabeça, meu corpo mais parecia gelatina.
De
repente, os assobios começaram a vir de pontos distintos e pude notar o barulho
de algo no matagal vindo célere em minha direção. Pensei em correr, mas minhas
pernas pareciam pesar toneladas. O desespero só aumentava enquanto meus olhos,
angustiados, fitavam o mato se abrindo. A qualquer momento o Saci-Pererê iria
surgir para roubar minha alma.
Acreditando
estar diante da morte inevitável, lágrimas começaram a deslizar pelo meu rosto.
Lembro-me de ter desabado de joelhos clamando aos céus pelo livramento. De
olhos fechados, rezei como nunca havia feito nas missas dominicais. Sem coragem
para ver meu triste destino, eu mantinha os olhos cerrados enquanto rezava e
chorava, chorava e rezava numa ladainha só interrompida pelo som de risadas
ecoando a minha volta. Reabri os olhos e me vi cercado pelos garotos da cidade
que gargalhavam da minha cara. Alguns ainda saiam do matagal assobiando como se
quisessem deixar claro que haviam armado para cima de mim. Envergonhado, corri
para casa deixando para trás o coro a me chamar de medroso.
Ah,
como eu detestava ser taxado de covarde! Por mais que fosse uma tremenda
verdade, eu odiava aquilo e foi por causa desse apelido que cometi uma terrível
estupidez que acabou acarretando na morte do senhor Venâncio. Recordo-me bem do
dia em que, cansado de toda aquela zombaria que se estendeu por longas semanas,
resolvi mudar as coisas. Precisava mostrar que também podia ser valente e de
fato mostrei. Só que, infelizmente, não foi de uma maneira muito inteligente.
Sabe
aquele tipo de erro do qual a gente se arrepende no primeiro segundo depois de
já realizado? Pois então... foi exatamente isso.
Por alguma razão idiota eu acreditei que o
pessoal iria largar do meu pé se eu entrasse na casa do velho Venâncio e
apanhasse a tal garrafa que eu tinha medo até de chegar perto. É claro que
ninguém acreditou que eu seria capaz de tamanha proeza. A bem da verdade devo
confessar que até mesmo eu guardava uma ponta de dúvida, mas no fim das contas
acabei não dando pra trás. Esperei anoitecer e, sendo acompanhado pelo bando de
Tomés que só acreditariam vendo, fui até o casebre do velho. Naquele momento eu
era puro medo, mas a vontade de dar um basta no rótulo de covarde (desagradavelmente
a mim imposto) conseguia me impulsionar para ir adiante.
Pé
ante pé, fui deixando a molecada para trás. Sorrateiramente fui me aproximando da casa. A
janela, que vivia sempre aberta, facilitou minha vida. Com a agilidade de um
gato, saltei para o interior da sala. Lembro que podia ouvir os roncos de
Venâncio vindo do quarto e isso me deu a certeza de que não seria apanhado com
a boca na botija. Olhei para estante e lá estava o troféu do velho, pousado
sobre a TV. Naquele momento, por uma fração de segundos, senti vontade de
desistir, mas a vontade logo foi substituída pelo desejo de mostrar aos garotos
que eu não era tão covarde quanto pensavam. Foi naquele breve ímpeto de coragem
que me lancei contra a estante, apanhei a garrafa e saltei pela janela de
maneira ainda mais rápida do que quando entrei.
Todos
ficaram boquiabertos quando me viram retornar com a tal garrafa e, diante daquelas
fisionomias impressionadas, cheguei a acreditar que havia conseguido limpar meu
nome, mas estava enganado. Não satisfeito com minha proeza, um dos garotos deu
a infeliz ideia de abrir a garrafa. Hesitei diante da terrível sugestão que desafiava
meus instintos e isso foi o suficiente para que todos me chamassem de covarde
novamente.
Tomado pela raiva atirei a garrafa para o
interior da mata. O barulho de vidro se
quebrando foi abafado por uma ventania repentina acompanhada de uma escabrosa gargalhada
que rompeu o silêncio noturno da floresta. Evidentemente a criatura, oculta
pelo mato alto, festejava com o sabor da liberdade novamente sentido. Os
meninos se retiraram numa ridícula e escandalosa debandada. Naquele instante,
ali sozinho, percebi que nenhum deles era tão corajoso quanto parecia.
E
por que justamente o medroso não fugiu? Você provavelmente se pergunta. Arrependimento!
Algo em meu íntimo dizia que eu havia cometido uma grande burrada e por mais
que eu quisesse correr para longe dali, senti que deveria contar tudo a
Venâncio. Não sei explicar exatamente porque tive aquela sensação, mas o fato é
que fui até a casa do velho, esmurrei a porta e quando finalmente fui atendido,
contei o que tinha feito. Devo admitir que pensei que levaria uma baita e
inesquecível surra, mas não foi o que aconteceu. Ao ouvir minha confissão,
Venâncio, pareceu-me mais preocupado do que furioso. Buscando a confirmação do
que eu dissera, olhou para a estante e, sem avistar a garrafa, empalideceu. Depois
daquele momento de choque, tudo aconteceu muito depressa: Dizendo que precisava
recapturá-lo, Venâncio correu para dentro de casa, apanhou um facão, uma nova
garrafa e, após revirar o armário, apanhou também uma peneira visivelmente
velha. Antes de deixar a casa, ainda pude vê-lo fazendo uma breve oração. Não
foi muito longa, pois Venâncio não era do tipo que sabia rezar, mas quando a
coisa fica preta a gente acaba apelando para tudo, não é verdade?
Findada
a prece, ele ascendeu o fumo, contido no fornilho do cachimbo, e então saiu,
tragando a fumaça que pareceu trazer-lhe alguma calma. Foi só então que
compreendi o motivo de seu nervosismo exacerbado. Segundo ele mesmo contava, aquele
era o cachimbo do Saci e, como a criatura estava à solta, certamente viria para
pegá-lo de volta, mas Venâncio pretendia ser mais ligeiro, recapturando-o antes
que acabasse se tornando a próxima vítima do ladrão de almas. Todavia, para
minha infelicidade, essa não foi a única constatação que fiz. Do lado de fora
percebi que iria ter de entrar na floresta, pois Venâncio não conseguiria
segurar os objetos e abrir caminho pela mata fechada ao mesmo tempo. Eu até
podia ter me recusado a ir, mas como a culpa era toda minha, não o fiz.
Juntos,
nós ingressamos pela mata escura e devo ressaltar que eu estava completamente
apavorado. Tremendo, feito vara verde, seguia o velho Venâncio que, utilizando-se
do facão, ia cortando o matagal. Ele ainda não havia se dado conta de que tinha
cometido o mesmo erro do pai. Incumbir uma criança medrosa para uma tarefa que
definitivamente era para poucos, não era lá uma boa ideia.
Qualquer barulhinho fazia meu coração
descompassar. Como se estivesse prestes a pular pela boca, sentia seu pulsar já
na altura da garganta. O cagaço era tamanho que, ao ouvir os assobios iniciarem,
cheguei a pensar que fosse sofrer um infarto. Desta vez, não eram os meninos da
cidade. Assustado, escutei a voz de Venâncio pedindo pelos objetos, mas meu
corpo não respondia. Eu estava paralisado de medo. Neste ínterim, um enorme redemoinho de almas
veio em nossa direção. Sem perder tempo, o velho contador de histórias me empurrou contra o matagal e eu caí já
sabendo o que devia fazer. Como um coelho em sua toca, fiquei escondido,
observando a figura medonha, de uma só perna, surgir em meio ao redemoinho.
Finalmente havia chegado o momento do Saci se vingar por tantos anos de aprisionamento.
Venâncio não disse nenhuma palavra. Apenas continuou fumando o cachimbo,
aproveitando aquelas tragadas que já sabia serem as suas últimas. Um leve
sorriso malévolo se fez nos lábios da criatura que, numa velocidade
sobrenatural, aproximou-se de Venâncio e o envolveu no interior daquele macabro
redemoinho constituído de espíritos roubados.
Não
houve grito algum e, quando a criatura finalmente afastou-se, gargalhando e avançando
mata à dentro, me vi sozinho. Já faz 22 anos que isso aconteceu, mas, até hoje,
carrego comigo o fardo de haver sido responsável pela morte de Venâncio e,
todos os dias, eu tento amenizá-lo adentrado na mata com uma garrafa e uma
peneira, esperando por uma oportunidade de poder capturar seu assassino.
Por Thiago Tavares.
CONTOS DE TERROR
sábado, 12 de janeiro de 2013
Menino de Roça (Palavras ao Vento)
Pintura de Alexander Pacheco |
Menino de roça
(Thiago Tavares)
Menino de roça é menino valente
e ao mesmo tempo inocente
que diferente da gente
aprende a sonhar
com o que não se repara
no corre-corre dos dias
que as grandes cidades vem nos ofertar.
Menino de roça é menino simples
Que, miúdo e acanhado,
num sorriso franco tem muito a contar.
Oxalá meu filho nasça também numa roça,
Lá pelas bandas longínquas
Onde a simplicidade fez seu
lar.
Thiago Tavares.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Filhos do Fim do Mundo (Fantasy – Casa da Palavra)
Olá, leitores! A novidade
de hoje é por conta da Fantasy – Casa da Palavra. Filhos do Fim do Mundo é a obra que estreia os lançamentos de 2013
deste selo editorial. O trabalho desenvolvido pelo escritor Fábio Barreto é uma ficção
investigativa apimentada por acontecimentos que antecedem o apocalipse.
Catástrofes, tensão e mistério são os principais elementos selecionados pelo
autor ao longo das 288 páginas que constituem seu livro, estrelado por um
jornalista atarefado com as funções do emprego, de figura paterna e, é claro, também
pela difícil missão de guiar os leitores por meio desta ficção.
SINOPSE
QUANDO AS CRIANÇAS DO MUNDO PARAM DE
NASCER, UM REPÓRTER SE PREPARA PARA SUA ÚLTIMA MATÉRIA SOBRE O COMEÇO
DO FIM DO MUNDO.
É meia-noite quando a humanidade é surpreendida pela notícia:
todas as crianças nascidas nos últimos 12 meses morreram misteriosamente.
Descobrem também que plantas e filhotes também morreram. Um repórter
responsável por cobrir os eventos preparativos para o fim do mundo, deixa sua
esposa grávida em casa, partindo para uma perigosa missão
investigativa, em que terá de enfrentar grandes desafios para
proteger aqueles que ama.
Em Filhos do
fim do mundo, acompanhamos a saga de um repórter tentando se equilibrar
entre sua função de pai e jornalista em meio ao caos pré-apocalipse. As
catástrofes se misturam com a tensão psicológica do personagem em um envolvente
romance que vai encantar os amantes de ficção.
Selo Editorial Fantasy – Casa da
Palavra
Autor: Fábio Barreto
Título: Filhos
do Fim do Mundo
ISBN: 9788577343126
Número de páginas: 288
Preço: R$34,90
Ano: 2013
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O Autor |
FábioM. Barreto é escritor, jornalista e cineasta. Criado nas redações de O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, dedicou a
carreira à indústria do entretenimento. Trabalhou e publicou conteúdo em
grandes veículos de imprensa como Sci-fi
News, CNN e Brainstorm #9. Entrevistou
dezenas de grandes nomes da indústria de Hollywood, de J.J. Abrams a Neil
Gaiman, e foi responsável pela criação da JediCon e do SOS Hollywood. Hoje
é membro de um dos podcasts de cultura pop mais famosos da internet brasileira,
o Rapaduracast. Atualmente, reside em Los Angeles, Califórnia.
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Evento literário gratuito abordará etapas da produção editorial
Segunda edição do Livros em Pauta – Encontro de Leitores com
Escritores e Outros Profissionais do Livro acontece dia 19 de janeiro de
2013.
Revisão, tradução,
preparação de originais, divulgação, organização de eventos, adaptações para
outras mídias, lançamentos. Estas e outras etapas da produção editorial serão
apresentadas e debatidas na segunda edição do Livros em Pauta – Encontro de
Leitores com Escritores e Outros Profissionais do Livro, que acontece
em São Paulo no dia 19 de janeiro, no China Trade Center.
As palestras, debates e
mesas-redondas com profissionais ligados à indústria do livro são gratuitas e
acontecem em dois auditórios, com 50 e 60 lugares - é necessário retirar senha
com 30 minutos de antecedência (veja programação abaixo).
Paralelamente às apresentações
nos auditórios, haverá uma feira de livros a preços populares no saguão do
China Trade Center, com a presença de vários autores. “O Livros em Pauta nasceu para difundir não só a produção literária, mas
também o hábito da leitura. Teremos livros que custarão a partir de R$ 4,90”,
explica o criador e organizador do evento, o escritor Edson Rossatto. A expectativa
da organização é receber cerca de 800 pessoas, entre leitores, escritores
amadores e outros profissionais do livro.
Outras atrações incluem
concursos de cosplays de personagens
de livros de literatura fantástica, networking de profissionais do livro e o
encontro aberto do grupo Traçando Livros, que se reúne mensalmente para
discutir uma obra previamente escolhida. Para o evento, o livro será “1984”, de George Orwell.
Entre os nomes confirmados
estão os escritores Leandro Schulai e Walter Tierno, os editores Ednei
Procópio, Maurício Muniz, Manoel
de Souza e Silvio Alexandre, os tradutores Petê
Rissatti e Sandra Garcia Cortés, a preparadora de originais Kyanja Lee, o cartunista Lillo
Parra, os jornalistas Jota Silvestre e Eduardo
Marchiori, e os blogueiros Alba Milena, Danilo
Leonardi e Tatiany Leite.
PROGRAMAÇÃO DOS AUDITÓRIOS:
PROGRAMAÇÃO DO SAGUÃO:
15h00: Lançamento dos livros “Sopa de Letras”, “Quimera”, “Névoa”, “Corações Entrelaçados” e “O Segredo da Crisálida II”, todos da Andross Editora17h00: Concurso de cosplay: (1) de personagens da literatura fantástica; (2) de personagens da série de livros Kaori, de Giulia Moon
SERVIÇO
LIVROS EM PAUTA (2ª EDIÇÃO) – ENCONTRO DE LEITORES COM ESCRITORES E OUTROS PROFISSIONAIS DO LIVRO
Data:19 de janeiro de 2013
Horário: das 10h às 20h
Entrada: Gratuita
Local:China Trade Center - Rua Pamplona, 518 – Cerqueira César – São Paulo
Informações: (11) 96731-6191 (11) 98217-619 www.livrosempauta.com
Promoção e realização: Andross Editora
Patrocínio: China Trade Center, Editora Europa, Editora Gutenberg
Apoio: Livrus Editora, Gal Editora
MAIS INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:
Cesar Mancini (11) 96731-6191
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(11) 2943-7687
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