Por Thiago Tavares
Após
uma hecatombe nuclear que expandiu radiação por todo o planeta, restaram somente
as baratas sob um cenário desértico onde silêncio e destroços predominam de
modo soberano. Vendo-se sozinhas, sob a crosta terrestre, essas pequeninas e
resistentes criaturas, rapidamente, deixam as sombras e adquirem conhecimentos
diversos através do legado de informações deixadas pelos extintos seres humanos.
Longe
da opressão, uma nova era de liberdade – fora dos fétidos esgotos – surge para
as baratas que, sob a luz do conhecimento e da determinação, gradativamente
passam a viver de forma mais organizada desfrutando de uma existência outrora
impossível para seres até então menosprezados.
A
nova condição de existência era próspera e agradava a todos, contudo, um pequeno
grupo de jovens, curiosos por conhecer melhor as ruínas deixadas pelos homens,
acabam por descobrir um perigoso produto capaz de proporcionar uma felicidade
artificial sem grandes consequências imediatas. Trabalhada de modo que seu uso
fosse mais “seguro”, a substância é misturada com outros elementos e recebe o
sugestivo nome “bolinhas da felicidade”.
Seu
consumo se alastra inicialmente entre os jovens que se esbaldam, sem hesitação,
num caminho sem volta que, mais tarde, também passa a ser percorrido por muitos
dos representantes adultos das baratas. Com o povo fazendo uso em massa do
perigoso produto, as bolinhas se tornam um negócio lucrativo que logo
desencadeia no tráfico e indiretamente gera uma avalanche de crimes pelas
cidades, cometidos por baratas desesperadas por quantias em dinheiro que lhes
garantam algumas das tais bolinhas. Diante da calamidade formada, o governo
tenta intervir, todavia, seus esforços parecem inúteis diante do vício
insaciável de um terrível produto que ilude e mata.
Embora
não seja uma estória construída através de personagens humanos, O Barato das Baratas é um livro
sagazmente relacionado com um dos grandes problemas que acomete a humanidade. Através
da fantasia e de uma escrita clara e objetiva, Ariadne Cantú apresenta, ao
público jovem, um alerta sobre a falsa ilusão de bem estar proporcionado pelas
drogas. Numa trama bem amarrada, sucinta e repleta de excelentes gravuras, O
Barato das Baratas garante entretenimento e reflexão desde seu início até o
desfecho que – diga-se de passagem – é completamente compatível com a realidade
dos que se deixam levar pelo mundo das drogas.
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A Autora |
Nascida em Lajeado,
RS, Ariadne Cantú é Procuradora de Justiça, escritora, mãe, poetisa e sonhadora
profissional. Além de obras e artigos de caráter jurídico, é autora de diversas
obras infantis.
Editora: Alvorada
Autora: Ariadne Cantú
ISBN: 978–85–8176–029–2
Título:
O Barato das Baratas
Ano: 2012
Nº de Páginas: 81
Nº de Páginas: 81
Outras obras de Ariadne:
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rewfrwe
ResponderExcluiramei a resenha me ajudou no teatro
ResponderExcluirobrigada
Qual era a idade das baratas adolescentes?
ResponderExcluirCom quantos anos poderia dirigir?
Qual era a consequência das bolinhas da felicidade?
Bom.
ResponderExcluirMuito bom me ajudou muito
ResponderExcluiro Hulk é verde
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