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A mudinha de girassol (Thiago Tavares) |
Meu nome é Girassol e não sou deste mundo!
Não! Eu não sou!
Venho de outro planeta
e no solo fértil, de nome Útero, foi onde germinei.
Lembro-me de como fora traumática a partida...
deixar o conforto de minha morada para ingressar
num ambiente, frio e de luz intensa. Como não chorar? Chorei!
9 meses! Foi todo o tempo que pude viver em minha terra natal!
De lá, fui arrancado sem meu consentimento, e hoje,
vivo junto de plantas diversas, num lindo jardim
situado nos fundos de uma casa simples de alvas paredes.
Sou o único girassol do jardim,
e minhas vizinhas vivem perguntando
o motivo de minha felicidade.
Ficam intrigadas com uma mudinha, solitária, que vive a sorrir.
Elas não sabem o motivo da minha alegria e nem precisam saber!
Não é o belo sol, nem o céu vestido em seu traje azul celeste e,
tampouco, são os pássaros a cantarolar suas belas canções...
o motivo de meu sorriso é a jardineira que,
todas as manhãs, nos prestigia com sua visita.
Sim, é ela! Minha antiga morada, minha terra natal!
Os poucos minutos que ela nos concede,
deixando a casa simples, para vir cuidar de nós
é o suficiente para que eu possa matar a saudade!
E quando ela parte, agradeço a Deus pela preciosa oportunidade
de receber visitas de meu planeta de origem.
O nome do meu planeta?
Ah sim... já ia me esquecendo!
Venho de um mundo chamado MÃE!
A personagem que, carinhosamente, nomeei de Girassol, nos faz refletir sobre as atitudes que temos com o nosso “planeta” de origem. Não podemos deixar de contemplar aquela que nos concebeu! Aquela que nos trouxe ao mundo!
A dura rotina de nosso dia a dia jamais poderá ser uma desculpa para uma possível falta de atenção. Que ao ler estas palavras, possamos buscar respostas sobre nossos comportamentos para com nossas mães. Que possamos dar o devido amor a quem nunca deixou que este nobre sentimento nos faltasse!
Mãe! “A mudinha de girassol” são palavras ao vento que dedico a você!
Thiago Tavares.